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O que é Yoga?

por Sérgio Carvalho

Professor e Coordenador do "Curso de Formação e Aprimoramento em Yoga"

 

“Saiba que a obtenção desse estado, no qual toda

associação com a infelicidade é eliminada, recebe o nome de yoga.

O yogadeve ser praticado com perseverança e com um coração que

nunca desanima.”

Srimad Bhagavad Gita 6, 23

 

“Yoga significa controlar as flutuações da mente.”

Yoga Sutra 1, 2

 

34 “Você será capaz de obter conhecimento ao satisfazer o mestre

divino com submissão, fazendo perguntas relevantes e prestando-

lhe serviço sincero. As almas iluminadas, versadas no conhecimento

das Escrituras e dotadas de percepção direta da Suprema Verdade

Absoluta, transmitirão conhecimento divino a você.”

Srimad Bhagavad Gita 4, 34



Lendo essas passagens de textos que existem há milhares de anos, com esse conhecimento que já era passado de geração para geração, de mestre para discípulo desde tempos imemoriais, podemos ter ao menos uma pequena noção da grandiosidade do sistema de yoga.


No mundo moderno, essa palavra “yoga”, muitas vezes é usada para descrever meros exercícios físicos ou exibicionismos mirabolantes mundo afora ou ainda para falar sobre exercícios para a própria imaginação ou delírios coletivos. Uma busca um pouco mais profunda nas raízes desse antigo sistema de autorrealização vai nos mostrar o quanto esses conceitos amplamente difundidos estão distantes da realidade e das reais capacidades e revelações dessas técnicas e buscas milenares. A parte “física e palpável” do yoga é apenas uma parte infinitesimal de um todo e é composta pelos chamados asanas (lê-se ássanas). Essa palavra que significa “assento” ou, mais modernamente interpretada, “postura”. Assim como acontece com toda a parte filosófica do sistema de yoga, os asanas também são sempre alvo de polêmicas e discussões entre diferentes escolas, com diferentes pontos de vista... Mas, o que podemos resgatar realmente da tradição do yoga é que esses assim ditos “exercícios” têm como função principal transformar esse corpo que habitamos num veículo apropriado para trilhar o caminho da meditação, desenvolver o real conhecimento sobre nós mesmos (Sambandha Jnana) e aí sim, ter a possibilidade real de questionar essa existência material e passageira de forma objetiva e eficaz. É só a partir desse questionamento sincero e direcionado que podemos ter alguma noção real dos nossos verdadeiros objetivos (Prayojana) e uma visão real e duradoura de felicidade. E, nesse patamar, onde há uma noção mais certeira sobre o “quem sou” e “qual é meu propósito”, abre-se a porta para que o caminho adequado a ser seguido se manifeste (Abhidheya). A esse caminho, que vai nos tirar de uma condição temporária e nos levar para a realização da existência, dá-se o nome de “Yoga”. Então, podemos entender que Yoga, de verdade mesmo, é uma conexão com um estado real de felicidade e liberdade e que todas as técnicas apresentadas deveriam (sem fossem técnicas fidedignas) nos levar nessa direção.



Ainda de acordo com esse milenar sistema de conhecimento, faz-se essencial a presença de alguém mais experiente para nos ajudar a trilhar o caminho. Assim com tivemos instruções básicas sobre a nossa existência material, assim como tivemos instruções para aprender a ler, aprimorar nossas relações nesse mundo, etc, também precisamos de auxílio para “evoluir”. Alguém pode propor-se a fazer tudo sem ajuda ou apenas tentar estudar profundamente as antigas escrituras reveladas e criar a impressão de que tudo foi compreendido e esse é um dos erros mais comuns. E mostra nada além de arrogância (mesmo que disfarçada de sabedoria). Mesmo porque uma das coisas que esses próprios textos antigos deixam claras é que há uma necessidade constante de renovação na compreensão de todas essas ideias e que é necessário que busquemos sempre o conselho dos “experts”. Aí vem a próxima dificuldade... Quem é realmente apto a nos ajudar nesse caminho. Quem são essas pessoas cuja vida é, de fato, um exemplo de entrega e um mergulho profundo naquilo que existe de mais nobre e elevado. Um dos sintomas verdadeiros que essas pessoas sábias demostrarão (e não da boca para fora, apenas em público ou como num show) é a humildade. Os verdadeiros mestres não falarão das próprias glórias e capacidades, mas sempre darão todas as honras às gerações anteriores. Isso se chama sucessão discipular e é assim que o real conhecimento do yoga, a verdadeira compreensão sobre a existência se transmite. Novamente, desde tempos imemoriais... O que resta então para nós, meros “mortais” (pelo menos de acordo com a atuação atual da maioria), tentando de alguma forma aprimorar a nossa existência, praticando yoga, meditando, lendo etc. O que nos resta é a boa associação. Devemos nos associar com pessoas que favoreçam nossa natureza liberta e feliz. O afeto e a dedicação serão combustíveis essenciais nessa relação com a realidade última. E é essa relação de entrega, afeto, dedicação e felicidade que poderemos realmente compreender como “Yoga”.


Namaste!


 
 

Sergio Carvalho


Praticante de Yoga desde1995. No início de 1999, passou a dar aulas pelo Instituto de Yoga de São Paulo, dirigido pela professora Regina Shakti.

 

Passou a ministrar aulas em cursos de formação para professores de yoga em 2003. É responsável pelo Curso de Pós Graduação em Yoga no Instituto Naradeva Shala, em São Paulo, SP desde 2012. Ministrou aulas particulares e para grupos e empresas em São Paulo durante 12 anos e, em 2010 mudou-se para Uberlândia, onde dá aulas, workshops e também o Curso de formação e Aprimoramento em Yoga, desde 2017.

 

Desde 2015 leva grupos para praticar Yoga, meditação e conhecer a terra que é o berço dessa filosofia: A Índia.

 

Promove cursos intensivos, formações, viagens e workshops pelo Brasil e também no exterior, nos quais demonstra técnicas eficientes para se aplicar no dia a dia e exalta a importância de se praticar yoga de forma sincera e dedicada.

 

É praticante de Qi Gong (a busca pelo aprimoramento da energia vital) desde 1998. Portanto, desenvolve sua prática de yoga, bem como a de seus alunos, através de treinamentos nos quais são bastante exploradas técnicas para melhorar o fluir dessa energia e sempre exalta a importância de tornar a prática de yoga algo muito mais profundo que um simples exercício físico.

 

É discípulo de Srila Govinda Maharaj na linha Gaudiya Vaishnava de Bhakti Yoga (o caminho devocional).

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